ERRO 7 - Usar mais a emoção do que a razão na hora de investir
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ERRO 7 - Usar mais a emoção do que a razão na hora de investir
Gestão do seu dinheiro 9 erros
ERRO 7 - Usar mais a emoção do que a razão na hora de investir
Eis aqui outro erro clássico do brasileiro. É difícil, mas é fundamental deixar a emoção de lado na hora de aplicar seu dinheiro. "O investimento deve ser racional", afirma o investidor americano Warren Buffet. Em razão do sucesso de Buffet, o segundo homem mais rico dos Estados Unidos, sua afirmação pode e deve ser vista como uma espécie de mantra por qualquer aplicador do planeta. Em geral, por medo ou desconhecimento, as pessoas agem precipitadamente e acabam perdendo dinheiro por isso. "Para se sentir livre em relação ao dinheiro, é essencial perder o medo que se tem dele", diz Suze Orman, uma das consultoras financeiras americanas de maior prestígio atualmente, autora de diversos livros, entre eles A Coragem para Ser Rico, a ser lançado no ano que vem pela editora Rocco (leia um trecho do livro na pág. 76). O mercado acionário costuma ser um dos melhores testes para avaliar o lado emocional dos investidores. O sobe-e-desce faz parte da dinâmica das bolsas, sujeitas a turbulências provocadas pela variação de resultado das empresas e pelas expectativas de investidores em relação ao desempenho econômico do Brasil e de outros países. Quem investe em ações sabe (ou deveria saber) que bolsa não é o lugar apropriado para cardíacos. Mesmo assim, é comum encontrar investidores que se desesperam nos piores momentos do mercado. Agem de forma emocional e tiram o dinheiro justamente quando a ação chega ao seu nível mais baixo, teoricamente o melhor momento para comprar. Se agissem racionalmente, provavelmente manteriam seus investimentos até que passasse o pânico e o cenário clareasse (faça o teste da pág. 28 para medir sua tolerância ao risco). "As reações emocionais causadas pela perda são enormes e muitos investidores comuns não conseguem suportá-las", diz William Eid Jr., professor de finanças da FGV de São Paulo e coordenador do Centro de Estudos de Finanças da instituição. Pular de galho em galho na tentativa de sempre acertar o melhor alvo também é uma atitude emocional. A probabilidade de ser bem-sucedido é mínima - nem os experts costumam conseguir essa proeza. De acordo com um estudo feito pela Corretora Souza Barros, uma das mais tradicionais de São Paulo, o investidor assíduo, que aplica sempre, com consciência e sob o império da razão, tem mais chance de se dar bem do que aquele que está sempre em busca do melhor momento para entrar e sair do mercado. O levantamento da corretora mostra que quem tivesse investido mensalmente numa carteira semelhante à do índice Bovespa, que reflete o desempenho médio dos papéis mais negociados na Bolsa de São Paulo, teria ganho 384,6% nos últimos 20 anos (em dólar). No mesmo período, de acordo com o estudo, os investidores que tivessem procurado acertar os momentos de baixa para comprar e de alta para vender teriam obtido um lucro bem menor, de 284,9%. Obviamente, ser racional não significa ser omisso. Quem fica parado é poste. Mas muita gente acaba por avaliar seus investimentos pelo que eles eram quando foram feitos, e não pelo que valem hoje ou pelo seu potencial futuro de valorização. E isso vale para tudo, não apenas para o mercado financeiro. Um prédio no centro de São Paulo, por exemplo, poderia ser muito valioso nos anos 30, mas hoje, com a desvalorização da região, é quase um mico. Mesmo assim, muitos proprietários de escritórios na região central da cidade não se desfazem do imóvel por uma questão sentimental, seja porque o receberam de herança, seja porque passaram boa parte de suas vidas por lá. "As pessoas casam com o mau resultado para não admitir que erraram", diz Ronaldo Magalhães, da Sul América Investimentos.
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Eis aqui outro erro clássico do brasileiro. É difícil, mas é fundamental deixar a emoção de lado na hora de aplicar seu dinheiro. "O investimento deve ser racional", afirma o investidor americano Warren Buffet. Em razão do sucesso de Buffet, o segundo homem mais rico dos Estados Unidos, sua afirmação pode e deve ser vista como uma espécie de mantra por qualquer aplicador do planeta. Em geral, por medo ou desconhecimento, as pessoas agem precipitadamente e acabam perdendo dinheiro por isso. "Para se sentir livre em relação ao dinheiro, é essencial perder o medo que se tem dele", diz Suze Orman, uma das consultoras financeiras americanas de maior prestígio atualmente, autora de diversos livros, entre eles A Coragem para Ser Rico, a ser lançado no ano que vem pela editora Rocco (leia um trecho do livro na pág. 76). O mercado acionário costuma ser um dos melhores testes para avaliar o lado emocional dos investidores. O sobe-e-desce faz parte da dinâmica das bolsas, sujeitas a turbulências provocadas pela variação de resultado das empresas e pelas expectativas de investidores em relação ao desempenho econômico do Brasil e de outros países. Quem investe em ações sabe (ou deveria saber) que bolsa não é o lugar apropriado para cardíacos. Mesmo assim, é comum encontrar investidores que se desesperam nos piores momentos do mercado. Agem de forma emocional e tiram o dinheiro justamente quando a ação chega ao seu nível mais baixo, teoricamente o melhor momento para comprar. Se agissem racionalmente, provavelmente manteriam seus investimentos até que passasse o pânico e o cenário clareasse (faça o teste da pág. 28 para medir sua tolerância ao risco). "As reações emocionais causadas pela perda são enormes e muitos investidores comuns não conseguem suportá-las", diz William Eid Jr., professor de finanças da FGV de São Paulo e coordenador do Centro de Estudos de Finanças da instituição. Pular de galho em galho na tentativa de sempre acertar o melhor alvo também é uma atitude emocional. A probabilidade de ser bem-sucedido é mínima - nem os experts costumam conseguir essa proeza. De acordo com um estudo feito pela Corretora Souza Barros, uma das mais tradicionais de São Paulo, o investidor assíduo, que aplica sempre, com consciência e sob o império da razão, tem mais chance de se dar bem do que aquele que está sempre em busca do melhor momento para entrar e sair do mercado. O levantamento da corretora mostra que quem tivesse investido mensalmente numa carteira semelhante à do índice Bovespa, que reflete o desempenho médio dos papéis mais negociados na Bolsa de São Paulo, teria ganho 384,6% nos últimos 20 anos (em dólar). No mesmo período, de acordo com o estudo, os investidores que tivessem procurado acertar os momentos de baixa para comprar e de alta para vender teriam obtido um lucro bem menor, de 284,9%. Obviamente, ser racional não significa ser omisso. Quem fica parado é poste. Mas muita gente acaba por avaliar seus investimentos pelo que eles eram quando foram feitos, e não pelo que valem hoje ou pelo seu potencial futuro de valorização. E isso vale para tudo, não apenas para o mercado financeiro. Um prédio no centro de São Paulo, por exemplo, poderia ser muito valioso nos anos 30, mas hoje, com a desvalorização da região, é quase um mico. Mesmo assim, muitos proprietários de escritórios na região central da cidade não se desfazem do imóvel por uma questão sentimental, seja porque o receberam de herança, seja porque passaram boa parte de suas vidas por lá. "As pessoas casam com o mau resultado para não admitir que erraram", diz Ronaldo Magalhães, da Sul América Investimentos.
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