ERRO 3 - Não ter uma reserva para emergências

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ERRO 3 - Não ter uma reserva para emergências

Mensagem por ADM SA - PIMENTA o Ter Jul 29, 2008 8:17 pm

Gestão do seu dinheiro 9 erros

ERRO 3 - Não ter uma reserva para emergências


Você gasta tudo o que ganha mensalmente e não tem uma reserva, por menor que seja, no banco? Se a resposta for positiva, cuidado! Você pode estar no fio da navalha. O que você faria se precisasse de Um dinheiro extra para cobrir acidentes de percurso: uma doença, um falecimento na família, uma demissão ou um período de entressafra no seu negócio? Provavelmente, ficaria na mão ou teria de recorrer a parentes ou amigos. Ou pediria um empréstimo no banco a juros estratosféricos.
Portanto, se você faz parte do time dos sem-reserva, talvez seja conveniente começar a formá-la. Em princípio, essa poupança deve ser feita para não ser usada. Mas, se for preciso, ela estará lá. Segundo os especialistas, essa reserva não deve ser misturada com a sua poupança de longo prazo. Deve ficar numa conta à parte. Como ela pode ser necessária quando você menos espera, é recomendável que esteja investida em aplicações de alta liquidez, ou seja, que permitam resgate a qualquer hora, como a velha caderneta de poupança ou um fundo de renda fixa. O objetivo aqui não é conseguir a melhor rentabilidade do mercado. Apenas preservar o valor do dinheiro. "Para a pessoa física, manter uma reserva para emergências é uma obrigação, assim como uma empresa não pode viver sem capital de giro", afirma Reinaldo Zakalski, ex-Deutsche Bank e hoje responsável pela Boutique de Investimentos, com escritórios em São Paulo, Ribeirão Preto e Brasília. E qual é o valor que você deve poupar para cobrir gastos inesperados? Os consultores geralmente dizem que é preciso guardar o equivalente a, no mínimo, seis meses de despesas familiares. Ou seja, se sua família gasta 3 000 reais por mês com alimentação, moradia e serviços essenciais - como água, luz e telefone -, a reserva deveria somar, ao menos, 18 000 reais. Mas, na vida real, a conta nem sempre é igual para todos. Quem não possui um seguro de vida, por exemplo, precisará poupar um capital adicional para cobrir as necessidades de sua família se acontecer um imprevisto. Nesse caso, a reserva deve ser suficiente para garantir o sustento da família por um período que gira em torno de dois anos. E a renda mensal usada como base do cálculo deve levar em conta que as despesas serão menores, caso você lhes falte. Se o desemprego lhe parecer uma situação remota, é possível reduzir o valor da reserva. Quem está em ascensão na carreira, faz cursos de atualização na sua área profissional e acredita que, no caso de ser demitido, não ficaria sem trabalho por mais de três meses, pode pensar em diminuir o valor citado acima para 9000 reais. "O emprego é uma questão de mercado e de quanto você aceita ganhar", diz Martelanc, da USP. No caso do profissional autônomo, é preciso levar em conta que qualquer lesão que o impossibilite de trabalhar provocará uma redução imediata na renda da família. Se um dentista machucar a mão, certamente recorrerá ao fundo emergencial da família para cobrir suas despesas básicas habituais.


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